Health

De meditação a regime em pó, onze técnicas em alta para emagrecer

Bela Carrijo, atriz e praticante da 'mindfull eating' (Alexandre Battibugli/Veja SP)

Não tem mais desculpa. Passaram o Natal, o réveillon, o Carnaval. Se emagrecer era uma de suas metas para o ano-novo, a hora é agora. A procura na cidade por profissionais especializados em dieta costuma dobrar nos primeiros meses do ano. “Se em dezembro as reuniões esvaziam, em janeiro e fevereiro precisamos procurar cadeiras extras para comportar novos membros”, diz Carolina Menescal, gerente de marketing do grupo Vigilantes do Peso.

A necessidade de eliminar quilos atinge mais da metade dos paulistanos. Segundo estimativa da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), 53% dos moradores da capital vivem com excesso de peso e em torno de 20% entraram na obesidade, expondo a saúde a uma série de riscos, como diabetes, hipertensão e problemas cardíacos. “Mais de 70% do público que faz dieta foca a questão estética, não a saúde, e isso é um grande erro”, afirma Durval Ribas Filho, presidente da Abran.

Outra estatística desanimadora: 98% das pessoas que encaram um regime voltam a recuperar os quilos perdidos um ano e meio após o fim do processo. Pior, boa parte vê o ponteiro da balança disparar e bater recordes cinco anos depois. Isso ocorre porque o excesso de quilos desregula o hipotálamo, área do cérebro que comanda alguns hormônios e o apetite. “A obesidade é uma doença crônica, e o paciente vai precisar cuidar da alimentação pelo resto da vida”, diz Ribas Filho.

Trata-se mesmo de uma jornada difícil, mas é possível vencer o desafio. Para darem uma força, a cada ano surgem novas filosofias de alimentação, tecnologias, remédios, sem contar as inovações nas academias. Vale dizer: não existe milagre. “Quem faz acompanhamento com um profissional, pratica exercícios regularmente e toma consciência da importância da alimentação consegue se manter bem fisicamente e saudável”, diz Maria Edna de Melo, presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).

A seguir, as principais tendências da vez para enfim alcançar seus objetivos e manter a forma nos próximos anos.

‘Low carb’ para a vida

Os corpos enxutos e musculosos de beldades como Juliana Paes, Paolla Oliveira e Sabrina Sato colocaram a dieta low carb nas manchetes nos últimos tempos. “Foi o plano alimentar de 2017 e certamente seguirá em alta por muito tempo”, acredita a nutricionista Fernanda Scheer, health coach pelo Institute for Integrative Nutrition de Nova York. Seus adeptos o tratam, mais do que como um regime passageiro, como um estilo para seguir a vida inteira.

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